Para o Paciente | Perguntas e Respostas

Alívio e medo. Dois substantivos antônimos, mas que andam juntos no imaginário de muitos pacientes quando o assunto é anestesia. Quais, entretanto, são os motivos do receio? Viajar de avião, por exemplo, causa temor. Apesar disso, milhares de vôos acontecem diariamente enquanto os poucos acidentes acabam sendo divulgados com grande repercussão. A mesma coisa acontece na anestesiologia. Diariamente, profissionais qualificados aplicam milhares de anestesias com toda a segurança, mas os raros acidentes ganham destaque. Então, já que a melhor arma contra o medo é a informação, leia este material, guarde-o e entenda: anestesia é tecnologia a serviço do seu bem estar.

- Geral

- Anestesia no neuroeixo: Raquianestesia e Anestesia peridural

- Bloqueios periféricos

- Anestesia local

Exija do seu cirurgião que o mesmo o encaminhe ao anestesiologista para que seja possível realizar a consulta pré-anestésica. Os planos de saúde dão cobertura a esse tipo de serviço. Esclareça todas as suas angústias é dúvidas sobre a anestesia a que vai ser submetido. Leia atentamente o termo de consentimento que você terá que assinar após receber as informações do seu anestesista. Não tenha medo da ANESTESIA, atualmente trata-se de um procedimento altamente seguro, realizado por médicos capacitados. É importante o paciente ser informado quem será seu anestesiologista, entrar em contato com o mesmo e procurar realizar dias antes da cirurgia a consulta pré-anestésica, cujos objetivos são:

1) conversar com paciente e familiares estabelecendo um vínculo de tranquilidade e segurança;

2) avaliar as condições clínicas do paciente ou seja examinar o mesmo, obter informações sobre sua saúde, se faz uso de medicamentos diariamente, história de alergia, experiência negativa em anestesia anterior e avaliar os exames pré-operatórios. Com esses dados disponíveis previamente todo o preparo necessário para sua cirurgia poderá ser realizado com tranquilidade. Nesse momento também o paciente terá todas as recomendações pré-operatórias esclarecidas, como: jejum, manutenção ou suspensão de medicamentos de uso contínuo, reserva de sangue, enfim tudo que for necessário para a realização da cirurgia com segurança .

3) explicar ao paciente como será o procedimento anestésico; tipo de anestesia em linguagem simples e compreensível; como será o pós-operatório imediato; esclarecer os riscos e as raras complicações que envolvem o tipo de anestesia a que será submetido.

4) disponibilizar contato pessoal e/ou telefônico ao paciente e familiares para acesso rápido e eficiente, muitas vezes necessário para solução de imprevistos.

Quando não é realizada essa consulta cabe ao anestesiologista realizar a visita pré-anestésica após a internação hospitalar e antes do paciente ser encaminhado ao centro cirúrgico.

Planejar com o cirurgião o esquema de analgesia no pós-operatório, ou seja quais remédios serão prescritos para que o paciente sinta-se o mais confortável possível nesse período. Medicamentos para sintomas desagradáveis como náusea, vômito, dificuldade de urinar e outras queixas também estão nesse contexto. Acompanhar e intervir em eventuais complicações relacionadas a anestesia

O choque anafilático, é uma reação alérgica grave com risco de evolução para a fatalidade. Os sintomas e sinais clínicos aparecem em minutos ou em até poucas horas após a administração ou exposição ao agente causal, que pode ser anestésico ou outra droga, como o antibiótico, ao qual o paciente e o anestesiologista na maioria dos casos não tinha conhecimento da alergia. A presença do anestesiologista na sala de cirurgia é indispensável para prevenir e tratar adequadamente esse tipo de complicação. Dessa maneira, seja qual for o procedimento que for realizar, a presença do anestesiologista é uma questão de SEGURANÇA!

Exija do seu cirurgião que o mesmo o encaminhe ao anestesiologista para que seja possível realizar a consulta pré-anestésica. Os planos de saúde dão cobertura a esse tipo de serviço. Esclareça todas as suas angústias é dúvidas sobre a anestesia a que vai ser submetido. Leia atentamente o termo de consentimento que você terá que assinar após receber as informações do seu anestesista. Não tenha medo da ANESTESIA, atualmente trata-se de um procedimento altamente seguro, realizado por médicos capacitados. Escolha uma médica equipe que você tenha estabelecido uma relação de confiança.

Quanto a duração, podem ser divididas em agudas (até 3-6 meses) ou crônicas (mais de 3-6 meses). Quando são agudas tem uma chance maior de responder a tratamentos convencionais com medicações mais simples. Muitas vezes apresentam uma causa bem definida e costumam melhorar a medida que a causa é resolvida. Exemplos seriam fraturas, dores de dente, cicatrizes de cirurgias. Quanto às dores crônicas, tem causas que necessitam de maior investigação, não costumam ser responsivas aos tratamentos convencionais e muitas vezes necessitam de tratamentos auxiliares como bloqueios para diagnóstico e tratamento, acupuntura e acompanhamento de equipes multidisciplinares. Exemplos seriam as lombalgias, dores relacionadas ao câncer, fibromialgia. As dores aguda e crônica apresentam fisiopatologias diferentes também. Basicamente, a aguda é um reflexo da doença de base, já a dor crônica, geralmente, é a doença propriamente dita. Outra maneira de classificar seria quanto a origem: Somática, quando o sistema nervoso periférico encaminha ao sistema nervoso central a informação da dor (queimadura do dedo, por exemplo); neuropática, quando o próprio sistema nervoso é lesionado (dor causada pelo herpes zoster); e mista, quando existe concomitância dos dois mecanismos (invasão de estruturas nervosas e somáticas por um tumor).

O perigo da auto medicação por longos períodos é a ausência de um diagnóstico preciso e a possibilidade de estar se mascarando uma doença grave que pode atrasar o início de seu tratamento específico e piorar a resposta a esse tratamento quando iniciado;

Existem muitas possibilidades de tratamento para as dores crônicas. Inicialmente, tratamento medicamentoso específico para a dor crônica associando sempre outras disciplinas como a psicologia e a fisioterapia. Num segundo momento, existe a possibilidade de realização de bloqueios guiados por imagem através dos quais são injetadas medicações em doses pequenas, em localizações muito específicas. Esses bloqueios podem ter valor tanto no diagnóstico quanto no tratamento propriamente dito. Num terceiro momento, algumas estruturas que foram bloqueadas podem ser passíveis de lesão térmica por radiofrequência ou aplicações com toxina botulínica. Além disso, existem casos mais graves onde são necessários implantes de bombas de morfina intratecais ou de eletrodos para estimulação medular;